Às 10h da manhã, a internet da empresa voa. Às 15h, com todo mundo em reunião on-line, sistema aberto e arquivo subindo para a nuvem, o mesmo plano parece outro. A videochamada congela, o ERP demora e alguém diz a frase de sempre: “a internet tá ruim hoje”.
Na maioria das vezes, a internet não está ruim. Ela está dividida. E é exatamente isso que o link dedicado resolve.
Neste guia, você vai entender o que é link dedicado, como ele funciona, o que muda em relação à banda larga e, principalmente, quando vale a pena contratar uma conexão exclusiva para a sua empresa — e quando não vale.
O que é link dedicado, em uma frase
Link dedicado é uma conexão de internet exclusiva da sua empresa: a velocidade contratada é reservada só para você, com upload igual ao download e garantias de funcionamento escritas em contrato.
Para entender por que isso faz diferença, pense na caixa d’água de um prédio. Quando ela é compartilhada, a pressão cai justo na hora em que todo mundo abre a torneira. Com uma caixa só sua, a pressão é a mesma às 7h ou às 19h.
A banda larga funciona como a caixa compartilhada: a estrutura da operadora é dividida entre vários clientes da região. O link dedicado é a caixa exclusiva.

Banda larga x link dedicado: o que muda na prática
Os dois levam internet até a empresa. A diferença está no que é garantido depois que ela chega.
| Banda larga | Link dedicado | |
|---|---|---|
| Velocidade | Compartilhada com outros clientes; varia conforme o uso da região | Exclusiva da empresa, 24 horas por dia |
| Upload | Normalmente bem menor que o download | Igual ao download (simétrico) |
| Garantia de velocidade | Mínimo regulatório: 80% na média do mês e 40% em qualquer medição | A banda contratada fica reservada para a empresa |
| Disponibilidade e reparo | Sem compromisso específico em contrato, na maioria dos planos | SLA com percentual de disponibilidade e prazo de reparo |
| Suporte | Central de atendimento geral | Monitoramento e suporte técnico dedicados |
| Para quem | Uso leve ou não crítico | Operações que não podem parar nem ficar lentas |
Um detalhe que pouca gente conhece: pela regra de qualidade da Anatel, a banda larga fixa precisa entregar, no mínimo, 80% da velocidade contratada na média do mês e 40% em cada medição. Ou seja: num plano de 500 Mb/s, um momento a 200 Mb/s ainda está dentro da regra. Para uso doméstico, tudo bem. Para uma empresa no horário de pico, pode ser o motivo da lentidão.
Os 4 termos que você vai ouvir (traduzidos)
Na hora de contratar, quatro palavras aparecem em toda proposta. Vale entender o que cada uma significa para o dia a dia.
1. Banda garantida
É a velocidade reservada para a empresa. Se você contratou 500 Mb/s, esses 500 Mb/s não são disputados com o vizinho. Na prática: o sistema responde igual às 10h e às 15h.
2. Simetria (upload igual ao download)
Em casa, quase tudo é download: assistir, baixar, navegar. Na empresa, o upload trabalha o tempo todo — e sem que ninguém perceba:
- cada pessoa em videochamada está enviando o próprio vídeo;
- o backup sobe para a nuvem;
- o ERP, o CRM e as planilhas salvam dados em servidores externos;
- as ligações do PABX em nuvem e as câmeras enviam dados sem parar.
Num plano assimétrico, o upload costuma ser uma fração do download. É por isso que a internet “rápida” engasga quando a equipe inteira entra em reunião ao mesmo tempo.

3. SLA e disponibilidade
SLA (acordo de nível de serviço) é a parte do contrato que diz quanto tempo a conexão precisa ficar no ar e em quanto tempo um problema tem que ser resolvido. Se o fornecedor não cumprir, há consequência prevista — normalmente desconto ou multa.
O percentual parece abstrato até você fazer a conta. 99,7% de disponibilidade significa, no máximo, cerca de 2h10 fora do ar em um mês. Sem SLA, não existe limite nenhum escrito.

4. Latência
É o tempo que a informação leva para ir e voltar. Não é velocidade, é resposta. Latência baixa é o que faz uma ligação por internet soar como ligação normal, sem eco nem atraso, e um sistema responder no clique.
Quando vale a pena contratar um link dedicado
Não existe um tamanho mínimo de empresa. O que decide é o quanto a operação depende da internet. Se você se reconhece em dois ou mais itens abaixo, o link dedicado provavelmente já se paga:
- o ERP, o sistema de gestão ou o prontuário rodam na nuvem;
- a telefonia é por internet (VoIP ou PABX em nuvem) e o atendimento é por telefone;
- a empresa vende on-line ou recebe pagamentos o dia inteiro;
- há filiais ou equipes externas acessando servidores e sistemas da matriz;
- a equipe passa boa parte do dia em videochamadas;
- backups, arquivos pesados ou câmeras sobem dados para a nuvem;
- uma hora sem internet custa mais do que a mensalidade da conexão.
Clínicas e hospitais, call centers, e-commerces, empresas de tecnologia e operações com várias unidades costumam marcar quase todos os itens.
E quando não vale
Se a empresa é pequena, usa a internet para e-mail, navegação e sistemas leves, e uma queda eventual não para o atendimento, um link dedicado pode ser mais do que você precisa hoje. Nesses casos, uma internet corporativa ou o IP Profissional costumam resolver com melhor custo. O importante é escolher pelo uso real, não pelo número de Mb/s.
Faça a conta: quanto custa uma hora parada?
O link dedicado custa mais que a banda larga. A pergunta certa não é “quanto custa o link”, e sim “quanto custa ficar sem ele”. Uma conta simples ajuda:
Faturamento mensal ÷ horas trabalhadas no mês = faturamento médio por hora
Uma empresa que fatura R$ 80 mil em 200 horas tem cerca de R$ 400 em risco a cada hora parada.
Some a isso o tempo da equipe parada, o cliente que desistiu e o retrabalho. Explicamos essa conta em detalhes no artigo sobre o custo invisível da internet fora do ar.
Link dedicado elimina quedas? Não sozinho
Essa é a parte que pouca gente fala. O link dedicado garante banda, simetria e reparo rápido, mas ele ainda chega à empresa por um caminho físico. Se um temporal derruba um poste ou uma obra rompe o cabo, aquele caminho fica fora do ar até o reparo.
Para quem não pode parar nem por algumas horas, a resposta é a redundância: um segundo link, de preferência por outra rota, que assume automaticamente quando o principal falha. Falamos disso no artigo sobre como preparar a internet da empresa para os temporais.
Como funciona o One Dedicado
O One Dedicado é o link dedicado da One Corp, para empresas que precisam de internet rápida e estável o tempo todo. Na prática, ele entrega:
- banda exclusiva da empresa, 24 horas por dia;
- upload igual ao download;
- SLA de 99,7% de disponibilidade e reparo em até 4 horas corridas, garantidos em contrato;
- suporte NOC 24/7, com monitoramento proativo;
- proteção contra ataques DDoS na borda da rede.
Os planos vão de 500 Mb/s, pensado para operações administrativas e escritórios de até 20 pessoas, a 1 Gb/s para alta performance, com projetos sob medida para demandas maiores. E dá para somar camadas como redundância ativa, Wi-Fi Premium e firewall gerenciado.
5 perguntas para fazer antes de assinar
Seja com a One ou com qualquer fornecedor, estas perguntas separam um link dedicado de verdade de uma banda larga com outro nome:
- A banda é exclusiva e simétrica? Peça para estar escrito no contrato.
- Qual é o SLA? Percentual de disponibilidade, prazo de reparo e o que acontece se não for cumprido.
- Como funciona o suporte? Atende 24/7? Existe monitoramento ou a empresa precisa avisar que caiu?
- Existe opção de redundância? Por qual rota chega o segundo link?
- Qual é o prazo de instalação? Link dedicado exige projeto, então o prazo costuma ser maior que o da banda larga.
Sua empresa precisa de link dedicado?
Se a internet já virou parte do caixa, do atendimento e dos sistemas da empresa, ela deixou de ser um serviço e passou a ser infraestrutura. E infraestrutura precisa de garantia.
Um especialista da One Corp avalia como a sua operação usa a internet hoje e indica se o link dedicado faz sentido — ou se outra solução resolve melhor.
Perguntas frequentes
O que é link dedicado?
É uma conexão de internet exclusiva da empresa: a velocidade contratada fica reservada só para ela, com upload igual ao download e garantias de disponibilidade e reparo escritas em contrato (SLA).
Qual a diferença entre link dedicado e banda larga?
Na banda larga, a estrutura é compartilhada com outros clientes e a velocidade varia conforme o uso da região; o upload costuma ser bem menor que o download e não há SLA específico. No link dedicado, a banda é exclusiva, simétrica e tem disponibilidade e prazo de reparo garantidos em contrato.
O que significa link simétrico?
Significa que a velocidade de upload (envio) é igual à de download (recebimento). Isso é importante para videochamadas, backup em nuvem, telefonia por internet e sistemas que salvam dados em servidores externos.
O que significa SLA de 99,7%?
Que a conexão deve ficar disponível em pelo menos 99,7% do tempo. Em um mês, isso equivale a, no máximo, cerca de 2 horas e 10 minutos fora do ar. Se o fornecedor não cumprir, o contrato prevê consequências.
Link dedicado vale a pena para empresa pequena?
Depende do uso, não do tamanho. Se a operação depende da internet para sistemas na nuvem, telefonia, vendas ou pagamentos, e uma hora parada custa mais do que a mensalidade, vale a pena. Para uso leve, uma internet corporativa costuma ser suficiente.
Link dedicado nunca cai?
Ele reduz bastante o risco e tem reparo rápido garantido, mas ainda chega por um caminho físico que pode ser interrompido, por exemplo, por um cabo rompido. Para não parar nem nessas situações, o ideal é combinar o link dedicado com redundância: um segundo link que assume automaticamente.


