A primavera já chegou, o verão se aproxima e, com eles, também chegam os períodos de temporais, ventos fortes e instabilidades na rede elétrica no Rio Grande do Sul.
Para uma empresa, uma queda de internet nesse cenário pode causar muito mais do que alguns minutos offline. Sistemas podem parar, pagamentos podem ficar indisponíveis, equipes podem perder tempo e clientes podem ficar esperando.
E existe um ponto importante: não é preciso esperar o próximo temporal para descobrir se a infraestrutura da sua empresa está preparada.
Os próximos meses são uma boa oportunidade para revisar a internet empresarial, avaliar os equipamentos e pensar em uma estrutura de contingência para reduzir o impacto de possíveis falhas. Se sua empresa quer chegar a 2027 mais preparada para quedas de internet e energia, estes são os pontos que merecem atenção.
Por que a internet cai mais em dias de chuva?
Uma queda de internet em dias de chuva nem sempre acontece porque a chuva interfere diretamente na conexão.
Temporais podem vir acompanhados de quedas de energia, oscilações elétricas, ventos fortes e danos à infraestrutura externa, afetando equipamentos e serviços de conectividade.
E o problema não termina necessariamente quando a conexão volta. Um equipamento pode precisar ser reiniciado, sistemas podem ficar indisponíveis e a equipe pode perder tempo até toda a operação voltar ao normal. E cada hora de empresa parada tem um custo.
Por isso, preparar a infraestrutura de rede é tão importante quanto contratar uma boa conexão.

1. Nobreak no rack: o primeiro item da lista
Um dos primeiros pontos para revisar é a proteção dos equipamentos de rede.
Roteadores, switches, firewalls e outros dispositivos dependem de energia para funcionar. Um nobreak pode ajudar a manter esses equipamentos ligados durante interrupções de energia por determinado período. Isso reduz o impacto de quedas rápidas e dá mais estabilidade para a operação.
Mas existe um detalhe: o nobreak protege a estrutura elétrica, mas não substitui uma segunda conexão de internet.

2. Aterramento e proteção dos equipamentos
Durante os períodos de temporais, também é importante olhar para a proteção elétrica da empresa. Oscilações e surtos podem comprometer equipamentos de rede e causar prejuízos que vão muito além da própria conexão.
Por isso, vale revisar o aterramento, a proteção elétrica (como os dispositivos de proteção contra surtos, os DPS) e a infraestrutura de rede antes dos períodos de maior instabilidade, sempre com um eletricista habilitado.
A ideia é simples: não adianta investir em uma boa internet empresarial se os equipamentos responsáveis por mantê-la funcionando não estão devidamente protegidos.
3. Segunda rota: quando um link cai, o outro assume
Aqui entra uma das principais estratégias de contingência de internet: a segunda rota de internet. Em vez de depender de apenas um link, a empresa trabalha com duas conexões.
Se o link principal apresentar uma falha, o segundo pode assumir automaticamente por meio do failover. Isso é especialmente importante para empresas que dependem da internet para sistemas, vendas, pagamentos, atendimento, comunicação e ferramentas em nuvem.
Mas ter dois links não significa, necessariamente, ter redundância ativa. O ponto é ter uma estrutura configurada para identificar a falha e realizar a troca automaticamente, reduzindo o tempo em que a empresa fica sem conexão.
4. Teste de failover: confirme que a segunda rota funciona
Não basta ter uma estrutura de contingência. É preciso saber se ela funciona.
Por isso, o failover deve ser testado periodicamente, principalmente antes da temporada de temporais, para verificar se a segunda conexão realmente assume quando o link principal apresenta uma falha.
Afinal, o pior momento para descobrir que sua segunda rota de internet não está funcionando é quando você mais precisa dela.
5. Contato de emergência e um processo definido
Também é importante ter um contato de emergência e um processo definido para situações de indisponibilidade. Na prática, a equipe precisa saber:
- qual é o contato de suporte da operadora e onde ele está salvo;
- quem, dentro da empresa, é responsável por acionar o suporte;
- o que fazer primeiro quando a conexão cai.
Com isso definido, ninguém perde tempo procurando a quem ligar no meio do temporal.
Checklist: sua empresa está pronta para o próximo temporal?
- Nobreak ligado ao rack, mantendo roteador, switches e firewall funcionando.
- Aterramento e proteção contra surtos revisados por um eletricista habilitado.
- Segunda rota de internet com troca automática (failover).
- Failover testado antes da temporada de temporais.
- Contato de emergência e processo de indisponibilidade definidos.
[Imagem opcional: infográfico do checklist]
Prepare agora sua empresa para 2027
Os temporais não precisam ser uma surpresa para a sua operação.
Revisar o nobreak, proteger os equipamentos, avaliar o aterramento e analisar a necessidade de uma segunda rota de internet são medidas que podem ajudar a reduzir os impactos de uma eventual queda de internet na empresa em dias de chuva.
Por isso, na One, a gente já está pensando em você e na continuidade da sua operação. Preparamos condições especiais para empresas que querem fazer um upgrade na conexão e se preparar para os próximos meses.

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Por que a internet da empresa cai em dias de chuva?
Na maioria das vezes, não é a chuva que derruba a conexão. Temporais trazem quedas de energia, oscilações elétricas, ventos fortes e danos à infraestrutura externa, que afetam os equipamentos e os serviços de conectividade.
O nobreak mantém a internet funcionando durante uma queda de energia?
O nobreak mantém roteador, switches e firewall ligados por um período durante a falta de energia. Ele protege a estrutura elétrica, mas não substitui uma segunda conexão caso o link de internet caia.
O que é failover de internet?
É a troca automática para uma segunda conexão quando o link principal apresenta uma falha, reduzindo o tempo em que a empresa fica sem internet.
Ter dois links de internet é o mesmo que ter redundância ativa?
Não necessariamente. Redundância ativa exige uma estrutura configurada para identificar a falha e trocar de link automaticamente. Dois links sem essa configuração dependem de troca manual.
Quando testar o failover da empresa?
Periodicamente e, principalmente, antes da temporada de temporais. O teste confirma que a segunda conexão realmente assume quando o link principal falha.


